edificio_dos_pedreiros

— Estúdio Utopia

“ATÉ A UTOPIA MAIS INGÉNUA POSSUI QUALIDADES HUMANAS QUE SÃO COMPLETAMENTE AUSENTES DOS PROJETOS DOS SUPER-HOMENS.”

(Lewis Mumford, “História das Utopias”)

Dedicamos duas sessões ao contributo dos estudantes, que, apesar das dificuldades causadas pela interrupção do ensino presencial conseguiram produzir excelentes trabalhos.

Ao abordar o tema da Utopia, pareceu-nos essencial dar voz às novas gerações, pois o desafio de construir e concretizar as Utopias de amanhã está nas suas mãos. Por isso, a segunda edição de DESIGNAgorà é marcada pela importante presença dos contributos dos estudantes de quatro Escolas de Ensino Superior nacionais e internacionais.
A convite da ASCIP Dante Alighieri, ao longo deste ano académico, a Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (ESAD), a Escola Superior Artística do Porto (ESAP), a Universidade IULM e a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) desafiaram os seus estudantes para a produção de curta-metragens sobre o tema da Utopia procurando a sua própria dimensão entre o possível e o impossível, o real e o surreal.
Foram sugeridos dois caminhos de investigação: “Utopia na cidade” no sentido de aprofundar o tema da Utopia, dirigindo o olhar à cidade, aos seus edifícios mais icónicos, aos seus protagonistas mais visionários, entre outros, e “Utopia no quotidiano” convidando a observar de perto, no dia a dia, os indícios e as manifestações que possam indicar o caminho para pensar sobre uma nova Utopia.

Sessão 2 — 3 DEZ, 16h, Casa Comum (Reitoria U. Porto)

A entrada é livre, mas requer reserva obrigatória através do link:

https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-estudio-utopia-curtas-metragens-esad-esap-designagora-219165418667

ESAD

Tutores: 
Marta Varzim, Tomé Quadros
Unidade Curricular:
Análise e Crítica dos Media Contemporâneos
Narrativas Multimédia e Produção Multimédia

Os estudantes do programa de estudos da Licenciatura em Artes Digitais e Multimédia, ESAD-Matosinhos, desenvolveram nas unidades curriculares de Análise e Crítica dos Media Contemporâneos, Narrativas Multimédia e Produção Multimédia, 9 micro-metragens de animação e ficção a partir da obra seminal História das Utopias de Lewis Mumford, num processo de procura dicotómica através do registo Imagem subordinado ao tema central “a cidade é um mundo”: o prolongamento da própria narrativa, o olhar e o outro na sociedade hoje.

Utopia

Bóris Gonçalves, Bruno Reis, José Reis, Marco Leite. PT, 2021

Num dia como qualquer outro, no ano de 2021, Nuno Ramos, que é a personagem principal, decide dar uma volta pela cidade de Penafiel, e nós teremos a oportunidade de ver uma outra realidade através dos seus olhos, coisas que só podem ser vistos com os seus óculos especiais.

DAYDREAM

Helena Oliveira, Mariana Ferreira, Bárbara Oliveira. PT, 2021

Nesta cidade tudo parece perfeito. Sem poluição, ambientes mais ecológicos e desenvolvidos, vizinhos amigáveis e tecnologias avançadas, era tudo o que uma certa jovem poderia querer ou sonhar. Uma vida feliz e livre de problemas.
Ou assim parecia.

Utopia

Ana Santos, Ana Pacheco, Miguel Pereira, José Costa. PT, 2021

A personagem encontra-se presa ao tempo, que é um problema recorrente de muitas pessoas nos dias de hoje e na narrativa quisemos demonstrar de uma forma utópica uma possível solução para este problema, acabando assim por nos mostrar uma dualidade temporal.

Utopia

Ana Carolina Rocha, Inês Amaro, Inês Fontes, Simão Lopes. PT, 2021

Há um longo caminho a percorrer entre o Passado, o Presente e a Utopia. Não ignoremos o processo, observemos, façamos parte dele, e lá iremos chegar.

Meta-podia

Gonçalo Torres, Edgar Lopes, Ana Ferreira, Bianca Oliveira. PT, 2021

Um jovem aldeão de uma comunidade albergada no dorso de uma criatura crustácea apercebe-se do sacrifício forçado na besta de carga em prol do constante progresso da sua civilização.

Utopia do Porto

Ana Cunha, João Almeida, Leila Donato. PT, 2021

E se a nossa cidade do Porto tivesse melhores condições de acessibilidade e de energia verde?

Utopia

Aida Santiago, Barbara Wasielewska, Daniel Leite, Inês Peres, Lele Schlaich, Miguel Bastos. PT, 2021

Um saudoso portuense coleciona e revive memórias da cidade do Porto que outrora motivaram expectativas e sonhos.

Utopia

António Vasconcelos, Débora Feyo, Leonor Martiniano, Mónica Guerra, Tiago Abrantes. PT, 2021

Numa cidade sob o rio Douro e presa num Presente demasiado moderno, uma jovem descobre os segredos e “tesouros” nunca antes encontrados.

UTOPIA

Eva Barbosa, Sofia Moreira, Marta Barreira, Rui Constâncio, Paulo Nogueira. PT, 2021

O quotidiano parece muito aborrecido, mas aqui tudo é diferente! Os jovens realizam atividades em locais aleatórios, quebram preconceitos e são felizes assim. Será que eles estão errados, ou somos nós que estamos cegos por viver sob os padrões que nos incutiram?

ESAP

Tutores:
Luís Vieira Campos, Nelson Araújo
Unidade Curricular:
Realização de Documentários de Criação

A convite da ASCIP Dante Alighieri e durante o ano académico 2020-2021, a Escola Superior Artística do Porto, através de alguns dos seus estudantes do 1.o ano do Mestrado em Realização: Cinema e Televisão, produziu um documentário subordinado ao tema da UTOPIA. Considerando a noção de Utopia e a sua articulação com o espaço urbano, procuramos ultrapassar o sentido de perfeição inatingível. Perante os desequilíbrios contemporâneos é a distopia que nos parece vincular à realidade, assim a configurando.

Drama dell’Arte

João L. Halley, Raquel Medeiros, Pedro Brazão

Estrela Gomes é uma artista viajante que circula pela cidade e pelo continente. Sendo a arte de rua, sobretudo, uma arte errante, é também aí  que o artista e o público se encontram em movimento. O filme propõe um retrato da Ribeira do Porto que se configura como espaço de passeios de barco e de turismo. Porém,  é essa mesma cidade que se abre a iniciativas artísticas as quais, apesar de tangíveis, continuam desconhecidas.

Sessão 6 — 4 DEZ, 16h, Casa Comum (Reitoria U. Porto)

A entrada é livre, mas requer reserva obrigatória através do link:

https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-estudio-utopia-curtas-metragens-faup-iulm-designagora-219183472667?aff=ebdsoporgprofile

IULM

Tutor:
Silvia Borsari
Concurso:
“Li(ea)ving Utopia”

Também este ano, a Universidade IULM participa a DESIGNAgorà, com o contest intitulado “Li(ea)ving Utopia”. Todos os estudantes da Universidade foram convidados, através de um open call, a apresentar um texto com o máximo de 1500 caracteres, onde expusessem a sua ideia de “Utopia” no design e na vida quotidiana. Os concepts mais interessantes, selecionados pela Professora Silvia Borsari e pelo Reitor Gianni Canova, serão realizados, entre outubro e novembro, pelos alunos e exibidos no Porto.

Le città invisibili (As cidades invisíveis)

Alessandro Spadavecchia. ITA, 2021

A curta-metragem mostra as duas faces da mesma cidade que foi símbolo de progresso (Milão). Por um lado, a arquitetura contemporânea que reflete a ideia atual de uma “cidade utópica”, por outro, o “antigo” desenho industrial que mostra a ideia de uma “cidade utópica” dos anos 1990. Tudo revelado pelos olhos de um estafeta que percebe as diferenças tanto no design quanto na população.

L’ ultima amante (A última amante)

Aureliana Bontempo. ITA, 2021

No sessego de uma vida monótona, Beatrice é a última jovem a morar em Lustrola, uma pequena aldeia quase deserta nos Apeninos toscano-emilianos. Apesar dos apegos que a prendem a esta terra, Beatrice tem que deixar este idílio tranquilo.

Il Terzo Paesaggio (A terceira paisagem)

Francesca Trovato and Barbara Martire. ITA, 2021

A Terceira Paisagem é uma curta-metragem que observa os espaços urbanos através das lentes críticas de arquitetos e urbanistas de todo o mundo. A arquitetura pós-industrial deu-nos paisagens de ferro e metal, espaços vazios que se tornam liminares. É necessário refletir sobre uma perspetiva futura de reavaliação do território urbano. No que é que aspiram tornar-se?

BARRIERE (Barreiras)

Giovanni Venturato. ITA, 2021

É possível imaginar uma utopia sem incluir as vozes de quem, dia a dia, vive na própria pele os grandes problemas das nossas cidades? Duas mulheres, Rebecca e Renata, explicam o que significa viver em cidades repletas de barreiras arquitetônicas que impedem a liberdade, a autonomia e, consequentemente, as oportunidades e sonhos das pessoas.

FAUP

Tutores:
Luís Martinho Urbano
Unidade Curricular:
Arquitectura e Cinema.

A disciplina Arquitectura e Cinema da FAUP procura sistematizar as afinidades em torno de duas formas de arte complementares, não só explorando o espaço arquitectónico e urbano, real ou encenado, como um elemento constituinte do cinema, mas também analisando as múltiplas dimensões onde o cinema pode ser encarado como uma ferramenta no processo criativo, na percepção e na disseminação da arquitectura. Aceitando o desafio da DesignAgorà, neste ano lectivo os estudantes filmarão a cidade e arquitectura do Porto sob o tema das utopias.

1:1

Chiara De Libero, Clara Muller, Laura Goncalves Scalco, Shira Drach, Sanni Kahkonen

ALTER EGO

Adele Neyret, Lorenzo Vaccari, Giulio Giannico, Ludovica Calogiuri


 

BOUÇA 82

Carolina Morgado, Camila Cadaval, Luisa Vieira de Campos, Liliano Ferreira, Matilde Santiago

 

CASA DO LAGO

Antonio Cardoso, Henrique Moreira, Manuel de Matos, Marta Sousa, Rodrigo Rio

No decorrer de um dia normal com o seu grupo de amigos, na Casa do Lago, a Protagonista apercebe-se que as suas ações interferem profundamente com a relação de causa-efeito espelhada nas suas vidas. No entanto, a realidade distópica em que se encontram dita que a vida não pertence a todos, e que a morte é absolutamente inevitável. O bem-estar e felicidade do grupo tem um preço. Fica em aberto este enigma: será culpa da arquitetura ou dos próprios protagonistas?

CICLO

Delphine Suter, Luce Salvadé, Maria Margherita Innocenti, Nadja Rupp, Rebekka Schächer

Ciclo
substantivo masculino
1. espaço de tempo durante o qual ocorre e se completa, com regularidade, um fenômeno ou um facto, ou uma sequência de fenômenos ou factos.
2. série de fenômenos, factos ou ações de caráter periódico que partem de um ponto inicial e terminam com a recorrência deste.

DE_COMPOSTO

Aletta Erdos, Davide Fabbi, Julia Clesse, Julia Rosas, Mathis Burgeassou, Pietro Pucci

In a distortion of time and space, we listen to the city through fragments tied together with invisible threads.This urban dystopia gives us a different point of view over the city we live our everyday lives in.

DELUSION

Ana Catarina Pinhal, Beatriz Costa, Beatriz Rolim, Daniela Gomes Santos

O sonho prende-nos a uma utopia repleta de esperança e de cor, onde tudo nos parece vívido e certo quando nos encontramos cativos por estes sentimentos abundantes de exultação. A realidade traz-nos de volta a realização do que nos rodeia.

NOVA

Iris Clair Saric, Nathan Paris, Beatriz Engholm, Camila Ormeno, Claire Besset

The protagonist creates a new utopian world at night, when reality is asleep. The nocturnal environment is ambivalent. It can be silent and peaceful, and mysterious and frightening.
It is the utopia of common life, but lived in a different perspective, and without losing sight of the fact that every utopia bears the ideology of those who propose it.

O ACORDAR DE UMA UTOPIA

Cristiana Morgado, Daniel Martos Herrer, Mario Lopez Casaus, Matilda Perdicoulis

 

O D’OURO É NOSSA ALMA

Juliana Silva, Lucia Araujo, Renato Ribeiro

Pensemos em uma heroína que nasce do reflexo luminoso das superfícies. Uma personagem que se mostra fluida e até invisível. Percorre e desagua da cidade. Reveste-se da alma encantadora dessas ruas aquosas. Em um Porto subaquático, recebe de seu alter ego um guia que à levará em uma jornada imersiva. Até onde vai a porosidade reflexiva desse ser?

REFLECTIONS

Jose Guimaraes, Markus Hernandez

WAITING FOR GODOT_ACT III

Louis Francois, Franz Jehle, Nico Oertel, Ondrej Toman, Nikol Zelmanova

On 5 January it will be 69 years since the premiere of Samuel Becket‘s famous play. Quite a long time, but what happens when Vladimir can no longer wait in the same place and decides to try his luck somewhere else? Is the only purpose of life really pointless expectation and the only way to ease our destiny is to kill time or is it possible to go towards happiness?